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Terça-feira, 16 de Agosto de 2016
   

Morre, aos 100 anos, João Havelange


Morreu na manhã desta terça-feira, dia 16, no Rio, o ex-dirigente esportivo João Havelange, que havia completado 100 anos em 8 de maio. Estava internado no Hospital Samaritano, com pneumonia.

Ele foi um dos mais polêmicos dirigentes da história do futebol, tendo tido em sua vida cinco diferentes ciclos. Carioca, descendente de belgas, Jean-Marie Faustin Goedefroid du Havelange deve o primeiro ciclo no esporte como nadador e jogador de polo aquático em sua juventude, tendo ido à Olimpíada de 1936, em Berlim, pela equipe brasileira.

No segundo ciclo, morou em São Paulo, competiu pelo clube Esperia e presidiu, com sucesso, a empresa de ônibus Viação Cometa. O terceiro ciclo foi como dirigente de futebol no plano nacional ao se tornar presidente da então Confederação Brasileira de Futebol (CBD), época em que a seleção, sob o comando de Paulo Machado de Carvalho, conquistou os títulos mundiais de 1958 e 1962.

Já nos anos 1970, com ambições expansionistas, ele se dedicou ao objetivo de conquistar a presidência da Fifa. E acabou conseguindo, em 1974: foi seu quarto ciclo, paralelamente à condição de dirigente do Comitê Olímpico Internacional (COI). Havelange derrotou o então presidente da Fifa nas eleições de Frankfurt e prometeu dinamizar a entidade, ficando no cargo “apenas quatro ou oito anos”. Ficou 24. E ainda fez seu sucessor, Joseph Blatter. Sob sua gestão, a Copa do Mundo cresceu em tamanho, passando de 16 seleções para 24 e, depois, para 32, mas também cresceu em corrupção, com desdobramentos que seguem até hoje.

O quinto e último ciclo mostra um Havelange desgastado. Foi afastado do esporte em 2013, diante da comprovação de envolvimento em casos de corrupção na Fifa. Mesmo assim, sete anos atrás, participou das manobras de bastidores, ajudando seu discípulo Carlos Arthur Nuzman a conseguir a indicação do Rio para sede da Olimpíada junto ao COI.

Ele também é tido como o responsável pela chegada de escândalos à CBF no período em que seu ex-genro, Ricardo Teixeira, presidiu a entidade por 25 anos. Ao contrário de José Maria Marin, presidente da CBF até o ano passado, Havelange e Teixeira não chegaram a ser presos, mas seus nomes permanecem como duas das maiores personalidades da transformação do futebol num balcão de negócios, que começou a ser combatido, de fato, com a chegada das autoridades americanas à Fifa, em Zurique, prendendo dirigentes, em 2015, e com a delação por parte de um antigo parceiro da dupla corrupta, o ex-jornalista J. Hawilla, dono da Traffic.

O nome de Havelange chegou a ser dado ao estádio do Pan de 2007, o Engenhão, em que são realizadas as provas de atletismo da Olimpíada Rio 2016, mas acabou sendo retirado. 

Luiz Carlos Ramos, coordenador de Jornalismo

Foto: José Cruz/Agência Brasil




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