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Sexta-feira, 09 de Janeiro de 2015
   

Je suis Callegari!


Um dia após o brutal atentado de terroristas muçulmanos contra o jornal “Charlie Hebdo”, em Paris, e uma semana depois da posse da presidente Dilma Rousseff para um segundo mandato em Brasília, com o lema recauchutado “Brasil, pátria educadora”, eis que o País e sua maior cidade foram atingidos por dois duros golpes: o Ministério da Educação teve um corte de R$ 7 bilhões e a Prefeitura de São Paulo trocou seu secretário da Educação por simples politicagem. 

Isso mesmo: naquele discurso de 40 minutos, em que proclamava o Brasil como verdadeira potência e escondia casos de corrupção, a presidente voltou a prometer empenho no setor da Educação, embora tenha entregue esse ministério a um simples curioso, o ex-governador cearense Cid Gomes, mas os primeiros dias de seu segundo mandato indicaram contradições. Não só houve cortes de investimentos federais na Educação como também tem ocorrido atraso no repasse de verbas do Capes aos alunos bolsistas. Educação?

Já em São Paulo, a politicagem comprova que, nem acaba uma eleição e os políticos já estão pensando (e agindo) para outra. No caso, as eleições de 2016 para prefeito. O atual prefeito paulistano, Fernando Haddad, seguindo conselhos de seu mentor, o ex-presidente Lula, para amarrar apoio do PMDB à tentativa de reeleição daqui a dois anos, promove agora uma troca em seu secretariado, deixando de lado um de seus melhores secretários, o educador Cesar Callegari, para entregar a pasta da Educação ao festivo Gabriel Chalita, que diz ser autor de 70 livros.

Nascido e lançado na política no Vale do Paraíba, criado dentro do PSDB, pelo qual chegou a ser secretário estadual da Educação, tendo enfrentado denúncias, Chalita foi deputado federal e estaria sem cargo e sem função neste ano, mas Haddad salvou-o da tarefa de “escrever” mais uns 20 ou 30 livros, indicando-o para “cuidar” da Educação de São Paulo. Nosso município não merece isso. Chalita poderia até ser um bom usuário das ciclovias de Haddad, mas não assumir esse cargo, deixando de fora Callegari.

Se o mundo todo protesta contra a violência em Paris, com os cartazes “Je suis Charlie” (Eu sou Charlie), os verdadeiros educadores de São Paulo, assim como alunos e pais de alunos deveriam empunhar a frase “Je suis Callegari”.

Luiz Carlos Ramos, Coordenador de Jornalismo

Foto: Cesar Ogata/Secom



Link: http://capital1040.com/blogs/?n=873



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